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15 de janeiro de 2011

Do oral ao varal...


  
 HISTÓRIA DO CORDEL¹ 
J. Borges

O cordel veio da Europa
No Brasil se enraizou
Na região do nordeste
Ele se edificou
E na continuação 
Muitos poetas formou

Durante o século passado
O cordel atuou forte
Serviu como diversão
Informou de Sul a Norte
Dando notícia alegre
E até notícia de morte

Ensinou o povo a ler
Era a diversão mais quente
Pelos sítios e fazendas
Se via em todo ambiente
Um bom leitor de cordel
Cercado por muita gente

Mesmo uma história triste
O cordel muda de figura
Parece verdade pura
E muita gente aplaude e ama
A esta literatura 
 
Hoje é aproveitada
Em muitos empreendimentos
E serve como propaganda
Pra firmas em andamentos
E muito usada também
Pra anúncio de casamento

Foi criado no atraso
Pela rima e pela prática
Enfrentou rádio e TV
E a ciência automática
Computador, celular
Internet e informática


Resiste a todas as mudanças
Que a ciência oferece
O cordel é sempre forte
E bem vivo permanece
Informando na linguagem
Que o Nordeste conhece.

¹Texto extraído de uma agenda de 2010 da CEF e adaptado.
 

Para saber um pouco mais sobre a Literatura de Cordel: 
http://www.cordelon.hpg.ig.com.br/que_cordel.htm
http://culturanordestina.blogspot.com/2007/09/proseando-sobre-cordel.html

15 de novembro de 2010

Liberdade! liberdade! Abre as asas sobre nós!


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Hino da Proclamação da República

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz! 



Fonte: Brasil Escola. 
Disponível em:http://www.brasilescola.com/historiab/hinodaproclamacaodarepublica.htm.
Acesso em 15/11/2010.